A evolução da música do piano até a música nas nuvens

Sex, 23 de Setembro de 2011 16:42
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itunes10logoA música faz parte da vida das pessoas a muito tempo, desde a idade média até os tempos de hoje as pessoas buscam se entreter e buscam a música como forma de lazer.

No entanto o que vemos ao longo do tempo são revoluções ligadas ao mercado musical e a forma que as pessoas consomem música.

Veja aqui uma linha do tempo da música desde os tempos da criação da gravação até as tendências que vemo hoje em dia.

 

A criação da gravação de música

9hornEm 1857 Edouard-Leon Scott criou o fonautógrafo que era uma máquina capaz de gravar mecanicamente sons, no entanto não era capaz de reproduzir os sons gravados. Ainda não se sabia, mas com essa primeira máquina rudimentar se iniciou uma grande revolução cultural mundial que se renova de tempos em tempos.

O próximo grande passo aconteceu em 1889 com a introdução comercial do Gramofone no mercado dos EUA, com a reprodução de discos que podiam ter até duas músicas e tornava muito mais fácil o transporte da música gravada.

 

Vinil a nova mídiadisco-vinil

Aqui vemos a primeira grande substituição de tecnologia na música, os discos ultrapassaram os cilindros de música.

O disco reinou até o final do século XX tendo diversos subtipos de discos como de 78 rpm que foi um dos mais aceitos pelo mercado até os anos 50.

Em 1940 um engenheiro Búlgaro chamado Peter Carl Goldmark inventou o disco de vinil que eram produzidos em dois formatos um de 7 polegadas e 45 rpm e outro de 12 polegadas e 33 1/3 rpm que então ficou conhecido como LP (Long Play) e foi o formato mais produzido até o fim da era do vinil.

 

cds

A revolução e ameaça do CD

No fim dos anos 80 e começo dos anos 90 foi criado o Compact Disc, também conhecido como CD, com a proposta de mais espaço, maior durabilidade e melhor qualidade de som acabou tornando o disco de vinil obsoleto.

Ao mesmo tempo a indústria musical não percebeu que esta nova criação poderia vir a se tornar uma grande ameaça, com a popularização dos gravadores de CDs para computador e a criação do arquivo MP3 as pessoas começaram a baixar suas músicas e gravar seus próprios CDs.

Com está criação houve uma revolução nunca antes vista na indústria musical, grandes gravadoras foram à falência e o poder da produção musical passou da mão de poucas gravadoras para os milhares de artistas e pequenas gravadoras especializadas.

E desde então vemos uma indústria que por muitas vezes perdida sem saber como se monetizar diante de uma mudança sem volta.

 

A música deixa de ser físicamp3-player

O que se viu no início dos anos 2000 foi a proliferação dos softwares de compartilhamento de arquivos de música, como pioneiro nós tivemos o Napster primeiro software de compartilhamento p2p.

Foi então que a Apple começou a prestar atenção e percebeu que havia um mercado novo nascendo em conjunto com estas redes p2p de MP3.

Buscando atender este novo mercado a Apple lançou em 2001 o Ipod, seu reprodutor de música em MP3, em conjunto com a Itunes, um software de organização e compra de músicas em MP3.

Foi um estrondoso sucesso desde o lançamento e uma luz para a desesperada indústria fonográfica, o grande trunfo da Apple é ter vinculado ao seu reprodutor sua própria loja, o que facilita a vida do usuário na hora de comprar músicas, que muitas vezes tem o custo de alguns centavos, também auxilia a Apple que fatura milhões por ano com a venda das músicas através de sua loja.

O que se seguiu foram diversas empresas tentando entrar neste mercado com suas lojas e as vezes reprodutores próprios mas sem sucesso, não chegavam próximo a criação de Steve Jobs.

 

Os músicos entendem a revolução antes da indústriaradiohead-inrainbows

Existem diversos cases de bandas e músicos que enxergaram a internet e o evento das pessoas baixarem músicas pela internet como uma ferramenta para se chegar em mais pessoas com um investimento infinitamente menor.

Um caso notável foi o da banda Arctic Monkeys que antes mesmo de lançar seu primeiro sucesso já era sucesso em toda Europa, eles distribuíam suas Demos nos shows e utilizavam os compartilhamentos de arquivos para distribuir as músicas da banda, o resultado foi que quando a banda lançou o primeiro CD em 2006 tornou-se o álbum de estreia vendido mais rápido na história da música britânica.

Outro caso interessante é o caso do cantor Justin Bieber que foi descoberto pelo seu agente e pela gravadora através de vídeos no Youtube em que ele cantava covers de músicas famosas.

A banda Radiohead em 2007 resolveu inovar totalmente o conceito de comercialização utilizado até aquele momento. Eles resolveram vender um álbum pela internet em formato digital e os consumidores pagavam o valor que eles acreditavam ser justo pelo trabalho, ou seja o cliente escolhia quanto iria pagar pelo álbum.

O objetivo da banda foi estimular as vendas físicas do box deste CD que saiu um tempo depois e acompanhava um disco de vinil e outros produtos.

O que vimos foi os artistas percebendo a força da internet e a indústria musical mais uma vez ficando para traz e adotando estratégias que não davam certo.

 

O futuro, o cloud music

 

Hoje está sendo observado um novo movimento neste mundo musical que também vai revolucionar a forma das pessoas consumirem música.

A música nas nuvens e as pessoas escutando tudo através de streaming onde elas estiverem e através do dispositivo que elas quiserem seja notebook, computador, iPad, iPod, Tablet, Netbook e tantos outros gadgets com conexão a internet e som.

Teoricamente agora as pessoas vão ter mobilidade total com suas músicas pois elas ficarão armazenadas em nuvens e você poderá acessar seu acervo de qualquer lugar que desejar.

Vemos um movimento crescente de pessoas escutando música através do Youtube, elas buscam as músicas que desejam, montam suas listas, salvam em seus perfis e depois escutam durante o dia-a-dia em seus computadores.

A limitação de se ouvir música no Youtube é que em vários dispositivos, como iPhone e outros dispositivos móveis, existe limitações de músicas que podem ser ouvidas e também há uma restrição em diversos países por causa dos direitos autorais, com isto a ampla adoção do Youtube para escutar música acaba restrito apenas aos computadores e mesmo assim com algumas limitações.

Para se ter uma idéia da força que esta tendência está tomando os grandes player de tecnologia Google e Apple já começaram a se movimentar em direção a este mercado.

O Google lançou recentemente o Google Music, ainda em fase beta e restrito ao Estados Unidos, o serviço permite que as pessoas criem contas e armazenem diversas músicas em nuvens que podem ser escutadas em qualquer local e dispositivo, por enquanto serviço é grátis no entanto acredita-se que o próximo movimento do Google seja abrir para todo o mundo e monetizar a plataforma.

Já a Apple através do seu aplicativo iTunes já está em um processo de disponibilizar todas as músicas compradas para todos os dispositivos sincronizados com o software. Então todas as músicas compradas no iTunes ficam disponíveis para você acessar em qualquer lugar que você quiser.

Há ainda as redes sociais de música onde os usuários criam suas listas de músicas e compartilham com outros usuários da internet e da própria rede social, é o caso de sites como LastFM, Blip.fm entrou outros e dentro dessa categoria encontramos o Myspace.com onde diversas bandas criam suas contas e divulgam ali em seus perfis músicas próprias, além de agenda de show e outras notícias das bandas e quem segue esses perfis consegue acompanhar todo o trabalho da banda.

Não poderia terminar este artigo sem citar o Spotify tecnologia para escutar músicas nas nuvens e onde você pode entrar e procurar suas músicas preferidas, montar suas listas e sair escutando em qualquer lugar, a grande diferença é que você não precisa nem subir as músicas e nem comprar estas músicas, fica tudo lá de graça para você utilizar, no entanto infelizmente até o momento o serviço não está disponível para o Brasil, mas acredito que em breve veremos todas estas ferramentas entrarem com toda força em terra tupiniquins.

E a indústria?

gravadora

Para finalizar este artigo nós estamos vendo mais esta mudança no consumo de música e a impressão que temos é que a grande indústria musical continua presa ao passado e asestratégias do passado processando pessoas que baixam músicas na internet e tentando empurrar a mesma mídia de mais de 10 anos atrás, o CD, ao invés de aproveitar essas mudanças e explorar todas as ferramentas que estão sendo apresentadas a cada dia.

Atualizado em Seg, 14 de Novembro de 2011 04:10
Diego Kadry

Diego Kadry

Formado em Administração com Habilitação em Marketing e Pós-graduando em MBA em Gestão Estratégica de Comércio Eletrônico. Autodidata ao aprender a produzir sites em HTML aos 15 anos e desde então apaixonado por marketing digital e tecnologia da Web. Grande utilizador de Wordpress e Joomla! profissional certificado GCP (Certificado Google) e sócio do e-commerce de moda alternativa Libertina.

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